quarta-feira, 31 de março de 2010

A menina bailarina


Era sábado de manhã e eu vi
A menina bailarina
Tão linda !

Fita na cabeça
Meias cor de rosa
Cintura de menina
Tão linda
A menina bailarina.

Tão rosa devem ser os sonhos da menina
Que eu queria ser a menina bailarina
Leve, solta, menina.

Gicélia Campelo de Melo

segunda-feira, 29 de março de 2010

Um blog precisa de chuva...


Enquanto a chuva caía, eu tentava equilibrar meus pensamentos, meu salto, minha bolsa, meus papéis e meu guarda-chuva. Não deu certo. O salto atolou, minha bolsa ficou ensopada, meus papéis molharam, meu guarda-chuva quebrou e os pensamentos... nem queira imaginar o que aconteceu com eles.

domingo, 28 de março de 2010

A bailarina de 14 anos - Edgar Degas.

A obra “A bailarina de 14 anos” de Degas foi bastante criticada, pois retrata uma jovem bailarina que demonstra os problemas da sociedade Européia do século XX. La petit danseuse de quatorze anos é o nome original da escultura de Degas, que representa uma jovem estudante de dança chamada Marie Van Goethem. Ela é feita de cera, o que é bastante incomum em esculturas, com uma crosta de bronze e algumas peças de pano. A finalização da obra ocorreu em 1922. Quando a escultura foi lançada na Sexta Exibição Impressionista em Paris, houve diferentes criticas acerca da qualidade da obra. Muitos a acharam feias e outras a consideraram grotesca e primitiva, é uma das obras mais conhecidas de Degas e foi vendido em um leilão por mais de 12 milhões de dólares a François Pinault, o homem mais rico da França. A “pequena bailarina” mostrava os conflitos que ocorriam no mundo da dança, pois o artista conhecia o lado, por vezes obscuro, do universo das jovens bailarinas, uma combinação nem sempre feliz entre arte e pobreza ou arte e prostituição. A desalinhada jovem não era propriamente para uma escultura ou pintura da época. Nem era nobre, tampouco, o material escolhido pelo artista: a cera, ao invés do bronze ou do mármore. Entretanto, ao lado das restrições formais e estéticas, a “pequena bailarina” escandalizou, sobretudo, porque simbolizava a hipocrisia que encobria as intrigas obtidas pelos poderosos através da prostituição exploratória das jovens bailarinas.


sexta-feira, 26 de março de 2010

A bailarina


Esta menina

tão pequenina

quer ser bailarina.


Não conhece nem dó nem ré

mas sabe ficar na ponta do pé.


Não conhece nem mi nem fá

mas inclina o corpo pra cá e pra lá.


Não conhece nem lá nem si

mas fecha os olhos e sorri.


Roda, roda, roda com os bracinhos no ar

e não fica tonta nem sai do lugar.


Põe no cabelo uma estrela e um véu

e diz que caiu do céu.


Esta menina

tão pequenina

quer ser bailarina.


Mas depois esquece todas as danças,

e também quer dormir como as outras crianças.


Cecília Meireles


Nunca fui uma pessoa muito fã de poesias, mas a Cecília Meireles é sempre bem vinda nas minhas leituras, é bem notável a perfeição em cada palavra que ela escreve.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Gentileza


Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
A palavra no muro
Ficou coberta de tinta

Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
Só ficou no muro
Tristeza e tinta fresca

Nós que passamos apressados
Pelas ruas da cidade
Merecemos ler as letras
E as palavras de Gentileza

Por isso eu pergunto
À você no mundo
Se é mais inteligente
O livro ou a sabedoria

O mundo é uma escola
A vida é o circo
Amor palavra que liberta
Já dizia o Profeta

Gentileza - Marisa Monte

sexta-feira, 19 de março de 2010

Dança do Ventre Gótica

O que seria a dança do ventre gótica (gothic bellydance)?

À primeira vista podemos perceber que é uma faceta da dança do ventre tribal, tanto que aqui no Brasil não há uma distinção clara entre estes dois estilos, as dançarinas assumidamente tribais investem em elementos comuns ao estilo gótico, mas não se posicionam como dançarinas puramente góticas. Muito diferente do que acontece nos Estados Unidos, berço do estilo tribal e do estilo gótico, este último é visto como um estilo independente, já com uma produção própria de dançarinas, vídeos e shows. Todas essas variações criadas no berço norte-americano, em sua maioria, se caracterizam pelo termo Bellydance Fusion, e não só encontramos o estilo gótico, mas também cigano, nipônico, indiano, entre outros, associados à dança do ventre.

O estilo gótico já existe há quase 10 anos, tendo se definido melhor há uns 5, proveniente das tribos urbanas góticas dos EUA, combinando música indiana e do Oriente Médio com música ocidental, especialmente Metal Gótico, Metal Punk e recentemente techno. As bandas que contribuíram para compor o repertório dessas dançarinas, por exemplo, foram The Sisters of Mercy, Dead Can Dance, Vas e Faith and The Muse.

O estilo gótico se divide em duas subcategorias: a dança profundamente fundamentada na cultura gótica, seria o puramente gótico, e a outra seria a de inspiração gótica, isto é, que agrega elementos, mas não se estrutura em estudos e composições desta cultura. Podemos dizer que a primeira é para os aficcionados, aqueles que mergulham e trazem na dança elementos percebidos por quem é do meio, e a segunda é para quem busca o entretenimento simplesmente. A dança do ventre gótica não visa parecer "estranha", ou um "filme de terror caseiro", ela tem como finalidade transformar em arte o lado obscuro da alma (profundo, não?). Para isso a bailarina, sozinha ou em grupo, procura desenvolver um vocabulário de dança que mostre compenetração, sedução, sofrimento, usando até mudras (posições sagradas indianas) para evocar uma aura de encantamento e mistério. As apresentações são sempre coreografadas, trabalhadas, toda a dança segue um objetivo: criar uma dimensão nova, que exprima dança e sentimento unidos em uma densa interpretação.

O figurino das bailarinas não fica atrás das dançarinas tribais, mas alguns elementos se destacam: o preto, as peças metálicas e as roupas feitas de materiais plásticos. As bailarinas investem em maquiagem drag e um penteado elaborado, assim como no estilo tribal, mas todo o visual tem um quê dark, podem usar meias arrastão, couro, espartilhos, tudo preto, beeeem preto! Maquiagem para ficar bem pálida também é o objetivo, resumindo: o visual é vampiresco mesmo!

Aqui abaixo ficamos com a música Cantus da banda gótica Faith and The Muse (já pensei numa coreografia para ela!) e também uma compilação/trailler do DVD Gothic Bellydance Revelations. Realmente é um outro mundo!

Referência: http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.grapeflix.com/USER_IMAGES/USER_1412/Category_806/Gothic_Bellydance_Revelations.jpg&imgrefurl=http://www.dancadoventrebrasil.com/2009/08/estilos-danca-do-ventre-gotica.html&h=504&w=345&sz=83&tbnid=9aaQ_SmpBZRIZM:&tbnh=272&tbnw=186&prev=/images%3Fq%3DGothic%2BBellydance&hl=pt-BR&usg=__1SzylxW-ZEDcJgx2u49lypEWKDs=&ei=lwakS_WZNYqSuAeV6pXqCQ&sa=X&oi=image_result&resnum=1&ct=image&ved=0CAYQ9QEwAA